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tratamento para alcoolismo

ÁLCOOL / ALCOOLISMO / DEFINIÇÃO

O álcool que está presente nas bebidas alcoólicas é o etanol, ele produzido pela fermentação ou destilação de vegetais, frutas e grãos. Existe uma grande diversidade de bebidas alcoólicas, cada tipo com uma porcentagem diferente de álcool em sua composição.

Sabemos que o álcool é uma substância depressora. O álcool, principalmente por ser uma substância lícita, está presente em quase todas as culturas do mundo e tem papel atuante no cotidiano e também em vários rituais da humanidade.

Mecanismo de Ação:

O álcool atua em nosso sistema nervoso central, é considerado uma droga psicotrópica, pois provoca mudança no comportamento e tem um enorme potencial para se desenvolver a dependência.

É uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo liberado e muitas vezes incentivado pela nossa sociedade. Infelizmente é um dos motivos pelos quais ele é encarado de forma diferenciada dos outros tipos de drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema.

Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Dessa forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

Efeitos no Organismo:

A ingestão provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: Uma estimulante e outra depressora. Nos primeiros momentos após a ingestão, aparecem os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, surgi os efeitos depressores, falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo provocar o estado de coma.

O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubescimento da face, dor de cabeça e mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, têm maior probabilidade de sentir esses efeitos.

Consequências Negativas:

Os dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais frequentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são frequentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.

Consumo no Brasil:

Levantamento realizado em 2007 investigou os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira. O estudo foi realizado em 143 municípios do País e detectou que 52% dos brasileiros acima de 18 anos faz uso de bebida alcoólica pelo menos uma vez ao ano. Do conjunto dos homens adultos, 11% bebem todos os dias e 28 % de 1 a 4 vezes por semana. (Fonte OBID)

Quanto à intensidade do consumo de bebidas alcoólicas, 24% da população bebe frequentemente e pesado (pelo menos uma vez por semana, 5 ou mais doses) e 29% são bebedores pouco frequentes e não fazem uso pesado.  (Fonte OBID)

O Alcoolismo:

Como já citado acima, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência, condição conhecida como alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectos de origem biológica, psicológica e sociocultural. A dependência do álcool é condição frequente, atingindo cerca de 10% da população adulta brasileira.

A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns sinais da dependência do álcool são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; aumento da importância do álcool na vida da pessoa; percepção do “grande desejo” de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e aumento da ingestão de álcool para aliviar essa síndrome.

A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas, após um período de consumo crônico. A síndrome tem início 6 a 8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada por tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono e estado de inquietação geral (abstinência leve).

Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência grave ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas anteriormente referidos, se caracteriza por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e no espaço.

O uso de bebida alcoólica ocorre há pelo menos oito mil anos. Sempre se teve conhecimento dos seus possíveis malefícios e, periodicamente, o álcool sofria restrições ao seu uso, desde o início do Cristianismo. Contudo, foi somente em 1966 que a Associação Médica Americana (AMA) passou a considerar o alcoolismo como doença e em 1988 que incluiu as dependências de outras drogas como condições médicas passíveis de tratamento e atualmente também é reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.).

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